Sunday, April 26, 2009

Certificar o quê?


Recentemente a Associação de Desenvolvimento Local ADERE Minho, concretizou mais uma iniciativa de certificação de produtos artesanais. Desta vez, o figurado de Barcelos. A partir de agora os artesãos que se inscrevem e que pagam a entrada neste "clube" passam a ter um selo que certifica as suas peças.
Em Barcelos são conhecidos os artistas do barro. Não são muitos ... Julia Ramalho, Julia Couta, Irmãos Baraça, Mistério, Conceição Sapateiro... Todos eles assinam as suas peças que têm características únicas e bem distintivas. Ora então para que serve este selo?
No primeiro ano o selo é oferecido aos artesãos, que passam a ter de os comprar no ano seguinte.
Será este negócio bom para estes artistas? Será disto que eles precisam?
A oficina dos Mistério, para quem estas iniciativas não têm mistérios... não aceitou entrar no "clube".
Os irmãos Baraça, embaraçados... questionam a continuação no "clube" no próximo ano e Julia Couta, sem papas na língua... promete vingança...
A quem servem então estas iniciativas "singelas mas de significado profundo", nas palavras de Fernando Reis presidente da Câmara de Barcelos? Segundo Abílio Vilaça, dirigente da ADERE minho, a certificação dos produtos dá “respeitabilidade e mais dignidade” ao trabalho dos artesãos. Trará também, por arrasto, mais capacidade de distinção e valorizando, potenciando a comercialização dos produtos"
Vamos Ver...

Tuesday, April 21, 2009

Para quem passar por Tavira....

O Serviço Educativo do Palácio da Galeria / Museu Municipal de Tavira agendou, até 04 de Dezembro, percursos guiados intitulados “Passeios Patrimónios da Terra”. Estes passeios consistem na interpretação dos espaços humanizados e das tecnologias tradicionais, a partir dos conhecimentos empíricos da utilização das matérias-primas e seus processos de transformação distribuídos de acordo com os ciclos agrícolas e as práticas de construção tradicional. Os passeios destinam-se ao público em geral e a grupos escolares.

Estão calendarizadas actividades como um percurso de descoberta dos processos de transformação do calcário em cal que permite descobrir os fornos de cal no barrocal algarvio, assim como partilhar os saberes de mestres caleiros, revelando as técnicas da caiação, da hidratação da cal viva e na execução das argamassas, usualmente, utilizadas nas alvenarias tradicionais de xisto e de taipa e nos trabalhos de revestimento com os trabalhos de massa das platibandas.

Um percurso de interpretação do território do barrocal algarvio que revela pequenas indústrias artesanais na exploração de barreiras para produção de produtos cerâmicos: os telheiros. Através deste passeio partilham-se os saberes do mestre-de-telheiro e dos trabalhadores da roda-de-fora, mostrando o processo de transformação do barro, de cozedura e manufactura associada à fabricação de peças essenciais nos sistemas construtivos da arquitectura vernácula: telhas de canudo, ladrilhos e o tijolo maciço.

Um outro trajecto possibilita a descoberta dos gestos e esforços quotidianos, a lavra, o semeio e as colheitas do trigo, centeio, cevada e aveia, resultando na produção do mais fundamental alimento cozinhado: o pão.

Os participantes irão partilhar o trabalho na eira, debulhando o cereal com o pisoteio dos muares e joeirado o grão que depois de ensacado segue para o Moinho Branco de Cachopo, onde com a orientação do moleiro será moído.

Aquece-se o forno e prepararam-se feixes de esteva, depois dispõe-se a massa benzida nas folhas de palma e com cânticos de trabalho, espera-se a cozedura.
Pode conhecer o programa todo aqui
Ou então pedir mais informações para os seguintes contactos:

E-mail: edu.museus@cm-tavira.pt
Telf.: + 351 281 320 500 (ext. 324)
Fax.: + 351 281 322 888

Monday, March 30, 2009

A Feitoria no Café Portugal

A Feitoria - O preço justo pelas artes tradicionais portuguesas
Longe vai o tempo em que as feitorias serviam, além-mar como linha avançada de posto comercial do, então, império colonial português. Hoje, no virtual, os oceanos transpõem-se numa questão de segundos e o entreposto do mundo português toma a forma de uma loja online. O produto é contudo, bem palpável. A Feitoria reúne no mesmo espaço virtual a filigrana minhota e a camisa típica da Nazaré, tal como outros produtos tradicionais portugueses. Numa pausa nas suas viagens de norte a sul do país, Alexandra Melo, mentora do projecto, arranjou tempo para falar com o Café Portugal. Contado na primeira pessoa, fica a filosofia de preço justo da loja e os périplos para conseguir parcerias comerciais.
Carla Santos | quarta-feira, 25 de Março de 2009


O espaço Feitoria surgiu de uma ideia de Alexandra Melo que viu na comercialização online de produtos tradicionais portugueses um nicho de mercado. «Pareceu-me que havia um mercado para estes produtos, sobretudo na internet, porque abria as portas a um espaço muito maior que o da loja de rua, disponibilizando produtos, muitos deles, digamos assm, quase em vias de extinção» explica a empresária.
Surge então a página na Internet, as pesquisas e viagens de norte a sul de Portugal para obter os produtos na fonte, ou seja, junto dos artesãos.
São mais de 400 os objectos tradicionais disponíveis via online e, contrariamente, às expectativas da responsável que passavam por «ter mais clientes lá fora, registou-se também uma adesão fortíssima de portugueses a residir em Portugal, pessoas que conviveram muito com aqueles objectos quando eram novas ou até pessoas mais novas que encontraram encanto naqueles objectos». A Feitoria atrai, também, estrangeiros, residentes noutros países, que se identificam com os produtos e também os compram.
As especialidades gastronómicas são as que têm uma grande apetência entre os internautas da Feitoria. «Só podemos vender as que têm capacidades de resistir à viagem de dois ou três dias no correio» clarifica a mentora do projecto. O típico Galo de Barcelos, a filigrana do Minho e até mesmo os trajes regionais são os produtos mais comercializados pela loja.

Os artesãos:
Alexandra Melo afirma que alguns artesãos a receberam com surpresa. Estes pensavam que o material que produziam já não tinha interesse junto do grande público. Da convivência com os artífices a empresária retira que estes têm algumas dificuldades no escoamento do seu trabalho, «tenho verificado que as pessoas não têm capacidade ou meios para fazer o marketing do escoamento daqueles produtos». Alexandra chegou mesmo a ouvir da parte dos artesãos o seguinte: «ou trabalho ou dedico o meu tempo a fazer divulgação ou a promoção».

A responsável pela loja online acredita que «caberia às chamadas associações de desenvolvimento ou associações de artesãos que existem fazer esse trabalho por estes. Parece-me que não está a ser feito da melhor maneira». Perante este cenário Alexandra ainda tentou fazer a ponte com algumas associações informando-as que «sou um privado tenho dois anos de levantamento e de colocação e distribuição destes produtos na Internet. Quis propor-lhes um trabalho de parcerias, mas não tenho tido respostas». Acrescenta que «parece que não há abertura nem vontade de fazer pontes».
Ainda em número reduzido, pequenas empresas e oficinas já chegaram também à fala com a Feitoria para parcerias, «ou até mesmo pessoas mais novas com uma visão mais empreendedora» conclui a empresária.

Os produtos pelo preço Justo e as viagens
Pagar o preço justo pelos produtos é um dos princípios do projecto. Para constar na montra virtual da feitoria os bens artesanais «têm de ser o mais genuínos possível e não reinterpretações contemporâneas. Têm, ainda, que usar os produtos tradicionais» garante a responsável que paga «o preço que os artesãos pedem; um valor que considero justo. Depois, tentamos pôr umas margens não muito altas para haver uma dinâmica de circulação destes produtos».
Para além da pesquisa é necessário viajar para encontrar os produtos. A mentora da Feitoria conta que «começámos a fazer as Viagens Feitoria e anunciamos na newsletter e nos outros meios de comunicação com os clientes. Anunciamos a viagem e a rota que vamos fazer e se essas pessoas tiverem sugestões ou encomendas que queiram fazer daqueles locais, podem contactar-nos». As viagens têm como objectivo «não só ver os artesãos, como também o contexto onde estão inseridos, ver os produtos locais. No fundo trata-se de conhecer a realidade em que eles estão integrados» explica Alexandra Melo.
A curto prazo a Feitoria vai fazer uma parceria com a Vida Portuguesa, um projecto de Catarina Portas, com loja aberta no Chiado, Lisboa. Como não tinham espaço na internet, Alexandra Melo desafiou-os a entrar na rede através da Feitoria. «São dois projectos que vão unir e vão estar na mesma loja online» explica a mentora da Feitoria.
Aqui fica o link para a reportagem on line no Portal "Café Portugal":

Saturday, March 21, 2009

Compras Online são mais Ecológicas!

Quem faz as suas compras online reduz o seu impacto ambiental, conclui um estudo da Universidade de Carnegie Mellon. Comparando a energia consumida e as emissões de dióxido de carbono no comércio tradicional e entre os utilizadores do site buy.com, concluíram que há uma poupança até 35 por cento nos gastos energéticos.

Os investigadores do Instituto Green Design daquela universidade norte-americana avaliaram os consumos necessários ao trajecto de um artigo desde o fabricante até ao consumidor. O estudo conclui que 65 por cento do consumo de energia e das emissões de dióxido de carbono gerados no comércio “estão relacionadas com o percurso automóvel dos consumidores de casas para as lojas e no percurso de regresso”, referem, num comunicado.

Segundo adianta o estudo, no comércio a retalho, os artigos são enviados pelos distribuidores para armazéns e daí para as várias lojas. No comércio online, pelo menos o praticado pelo site buy.com, os produtos são enviados directamente da distribuição para os consumidores, evitando-se alguns passos na cadeia retalhista.

Os investigadores “concluíram que o modelo de distribuição do comércio convencional, associado a factores como o empacotamento de artigos, o percurso de automóvel feito pelos consumidores entre as suas casas e as lojas e vice-versa, resulta num maior consumo de energia e emissões de dióxido de carbono do que o modelo de compras online da buy.com.”

Friday, March 20, 2009

Do Algarve, com Amor...


O Sotavento algarvio foi o último destino escolhido pela Feitoria e foi de lá que trouxemos uma selecção de produtos que já podem ser conhecidos na secção "Campanhas", da loja on-line.

Esta é uma das regiões mais bonitas do Algarve, com um litoral de praias magníficas mas também com maravilhosas pequenas aldeias e vilas, espalhadas pela serra e pelo barrocal. Agradecemos o apoio da Companhia das Culturas que nos recebeu da melhor maneira. www.companhiadasculturas.com

Actualmente as especialidades gastronómicas são os produtos locais com maior destaque e ainda em desenvolvimento. Conservas, Sal, amêndoas, figos e doçaria regional são produtos a não perder nesta região. O trabalho com fibras vegetais, cestos e tapetes é uma das poucas artes tradicionais que ainda sobrevive.

Descubra na Feitoria a nossa selecção de produtos.

Thursday, March 5, 2009

Viajem a Miranda do Douro


UM CACHICO DE CIELO NA TIERRA
Aqui ficam algumas imagens e notas de viagem. A rota traçada para esta 1ª viagem Feitoria foi Porto/Bragança/Miranda do Douro/Podence.
Domingo, 1ª Paragem: Jantar em Gimonde, à saida de Bragança na estrada para Quintanilha. Restaurante D. Roberto.
Na estrada, um céu carregado de estrelas, lebres e raposas a fugir à frente do caminho, aberto pelos faróis.
2ª Paragem: Miranda Do Douro: Estalagem de Santa Catarina.
Segunda-Feira, Visita ao Festival de Sabores Mirandeses. Passeio de barco pelo Douro Internacional, visita ao Centro Histórico de Miranda do Douro.
Terça-Feira de manhã, Visita à oficina do Senhor Tibério, ferreiro e do Senhor Aureliano, alfaiate e músico. Almoço no Solar Bragançano, em Bragança. Visita a Podence. Carnaval com caretos e chocalhos, gaitas de foles e queima do judas.
Veja na loja on-line os produtos desta região que passaram a estar disponíveis a partir de agora.
Havemos de lá voltar ...

Thursday, February 19, 2009

Viaje com a Feitoria


Viaje com a FEITORIA

A Feitoria vai dar início a um conjunto de viagens por Portugal e quer partilhá-las consigo.

Uns dias antes da partida anunciamos, através da nossa News-Letter, qual o destino escolhido. O nosso objectivo é sempre o de descobrir novos produtos para a loja, por isso, se tiver alguma sugestão ou se quiser que a Feitoria lhe traga, daquela região, algo específico, envie-nos um email e o seu desejo será atendido. Aguardamos pelas suas sugestões ou pedidos.

Aqui fica a rota que vamos seguir:

Porto- Miranda do Douro- Vimioso- Macedo de Cavaleiros-Podence

Saida Domingo dia 22, regresso Terça dia 24

As fotografias e o relato da viagem serão publicados aqui, no blog da Feitoria em www.feitoriaportuguesa.blogspot.com